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Regresso à normalidade: Quando e como?

Estamos todos desejosos por voltar à rotina do trabalho, das reuniões, das viagens e atividades de família, mas quando o poderemos fazer?

Estatísticas e evidência


De acordo com as últimas sondagens do ISC/ISCTE para Expresso e SIC, 96% da amostra afirma que evitou locais com muita gente e aumentou os seus cuidados de higiene pessoal, e 92% manteve a distância de pelo menos dois metros em interação com pessoas com quem não reside.

Relativamente ao futuro, quase metade dos inquiridos aposta que até ao verão voltaremos à vida normal sem as atuais restrições, já 17% acreditam que só para o final do ano. "Até ao verão" foi também a resposta mais mencionada à pergunta "Até quando se sente preparado/a para viver sob as atuais restrições?"

De acordo com a Diretora-Geral da Saúde, Graça Freitas, na conferência do dia 17 de abril, o regresso à atividade social e económica terá de ser feito de “forma equilibrada”. Até agora as medidas adotadas cumpriram a sua função, achatando a curva no tempo, no entanto, o surto ainda não acabou, e a Diretora-Geral da Saúde referiu que “vamos levantar as medidas e, ao mesmo tempo, temos de contrariar a atividade do vírus.”.

Graça Freitas frisou que devemos continuar com o isolamento social, com a higienização das mãos, o uso de proteções de barreira, assim como com a etiqueta respiratória e a limpeza de superfícies, pois sabe-se atualmente que o vírus sobrevive durante horas e até dias em superfícies. No que respeita ao uso de máscaras faciais de proteção, estas são indicadas em espaços fechados, mas apenas quando não é possível manter o distanciamento social.

Aprender a viver com três movimentos


Segundo a Diretora-Geral da Saúde, a partir de agora a população portuguesa terá que aprender a viver com três movimentos, um dele o do vírus. Refere que “vamos ter de incorporar isso nas nossas vidas”. O SARS-CoV-2 “tem vida própria". "É como se fosse uma mola, tende a expandir-se”.
O segundo movimento diz respeito às medidas de saúde pública ou coletivas acima referidas– e “os 10 milhões de pessoas em Portugal têm de fazer parte deste movimento”.
O terceiro movimento é da responsabilidade do sistema de saúde, cabendo a este “identificar precocemente os casos, detetar esses casos, isolá-los, contê-los, fazer cada vez melhor vigilância epidemiológica para encontrar os contactos próximos”.

Referiu ainda que todos fazemos parte da solução, por isso, “tudo terá que ser feito com muitas alterações àquilo que era a nossa rotina antes do aparecimento do novo vírus e da doença que originou. Vamos ter que balançar, voltar à normalidade possível, mas terá que ser executada com outro tipo de rotinas, outras práticas que são medidas de prevenção do contágio”.

Seja no verão, no final do ano, ou em 2021, o que nos espera é um regresso parcial e gradual, sempre na retaguarda até que a notícia de uma nova vacina chegue para nos sossegar.


Para mais informações sobre as sondagens do ISC/ISCTE para o Expresso e para a SIC clique aqui.
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